segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CAUSAS PRINCIPAIS DAS QUEDAS E FRACASSOS DOS MÉDIUNS


Esses são assuntos dos quais todos se escusam de falar, ou de escrever, e quando o fazem, é por alto e indiretamente. 

Vamos abordar o assunto de maneira mais clara possível, a fim de levar um alerta a todos os nossos irmãos umbandistas, principalmente àqueles que estão predispostos a caírem nesses erros, visto termos esperanças de que essa advertência venha trazer luz em cada espírito, e ainda possa chegar a tempo de cada um recuar para a sua regeneração. 

Não queremos, de maneira nenhuma, nos arvorarmos de juízes das causas alheias, visto termos também nosso débitos com o astral superior, mas sim, após anos de trabalho, termos observados médiuns fracassando ou caindo, incorrendo em erros elementares e, para se reabilitarem, continuando na prática de suas mazelas, culminando em suas quedas, muitas vezes sem retorno.

Temos observado que a maioria desses médiuns vivem um tormento interior, como labaredas de fogo a queimar-lhes a consciência, e eles não têm forças para se reerguerem, visto estarem presos nas garras dos marginais do baixo astral e dificilmente conseguem se libertar de suas mazelas e, ainda por cima, sendo alertados pelos seus Guias Espirituais constantemente, nada fazendo para se libertarem das garras desses magos negros, por estarem atolados até o pescoço no pantanal da ignorância do astral inferior, pois também estão contribuindo, e muito, não mantendo uma vida ilibada e com moral. 

Isso acontece devido à lei de atração, onde semelhante atrai semelhante. 

Os quiumbas já se deram conta de que esses médiuns estão praticando atos que são de comum acordo com a confusão que rege os reinos inferiores, fazendo assim com que surja um casamento fluídico médium/quiumba, pois os dois estão em sintonia vibratória. 

É muito difícil se libertar de um quiumba, ainda mais quando nós fomos a causa da aproximação desse quiumba por atração fluídica. 

E quando esse casamento fluídico perdura por anos a fio, o sistema neuro- psíquico-mediúnico torna-se denegrido, fazendo com que os seus Guias Espirituais não tenham condição de aproximar-se, pelo fato de não haver mais simbiose espiritual entre médium e Guia Espiritual. 

O caso mais grave é quando os Guias Espirituais se afastam devido às causas morais, e o médium, mesmo com os alertas, prefere continuar em seus erros, ou seja, não existe renúncia e nem remorso por parte do médium, preferindo esse continuar a sua caminhada, incorrendo nas mesmas causas que o levaram para o astral inferior. 

Só existe um meio de se libertar, e esse meio só o médium pode realizar, pois não terá ajuda direta a não ser subsídios, conselhos, orientações, para assim por si só se reerguer, fazendo com que o seu sistema mediúnico-espiritual se eleve novamente e entre em contato com os planos superiores. 

Será necessária uma intensa reforma íntima, acrescida de renúncia dos erros passados, muita oração e prática dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, principalmente na realização da caridade desmedida e constante. 

Para nos situarmos, vamos abordar três aspectos principais, pelos quais o médium se precipita nos abismos da queda mediúnica. 

Embora não podemos nos esquecer dos demais erros e vícios tão divulgados pelos Guias Espirituais, os quais devemos estar em alerta para não adquiri- los. 

• A vaidade excessiva, que causa o entusiasmo, por nos sentirmos especiais em tudo o que realizamos, abrindo os canais mediúnicos a toda sorte de influência negativa. 

• A ambição pelo dinheiro fácil, que vem através dos agrados que recebemos devido a um bem efetuado a alguém, ou por algum trabalho realizado, fazendo com que o médium veja a facilidade de adquirir bens materiais em troca de favores espirituais. 

Em decorrência disso, existe a possibilidade de crescer no interior do médium a ambição, fazendo com que cada vez mais faça cobranças em tudo e por tudo. 

• A condição sexual incontida, que lhe tira a razão, pelo fato de ser uma das energias mais poderosas existentes no plano terrestre, e ser uma energia geradora, criativa, e recheada de desejo. 

O que acontece é que começa a existir interesses vários, onde o desejo e a sensualidade tomam a frente, quando o fascínio existente pelo sacerdote toma um rumo diferente do que devia ser. 

O mesmo acontece com o corpo mediúnico, ou fora do Templo, onde começa a existir outros interesses que não seja a fraternidade, ou o puro sentimento. 

No caso da vaidade excessiva, tem seu início na prática mediúnica. Quem tem o dom mediúnico o traz de berço, pois adquiriu através de sucessivas encarnações o direito de externar, por herança, os dons de Deus. 

Em certa altura da sua vida, a mediunidade começa a aflorar, e eis que surge o Caboclo, o Preto-Velho, o Baiano, o Boiadeiro, e assim por diante. 

Com o desenvolver da mediunidade, começam a surgir os fenômenos tais como curas, descarregos, aconselhamentos certeiros, conhecimentos irrefutáveis; e são tantos os casos positivos trazidos pelos Guias Espirituais, que se dá o início ao surgimento da vaidade no médium. 

Esse se acha possuidor de todos esses conhecimentos e não mais o Guia Espiritual. 

Também existe o caso do médium achar que o seu Guia Espiritual é o mais poderoso. 

São tantos os casos positivos que acontecem em volta desse médium, que em torno do mesmo forma-se uma corrente de admiração e, muitas vezes, de fanatismo também. 

As pessoas em torno desse médium, diante de tudo o que vêem, começam a bajulá-lo, a agradá-lo com presentes e com isso vão inconscientemente incentivando a sua vaidade.

Isso acontece com o médium, muitas vezes, pelo fato do mesmo ser ignorante de conhecimento, e algumas vezes se recusa a estudar o mediunismo, suas causas e conseqüências. 

O Guia Espiritual do médium faz de tudo para alertá-lo das conseqüências dos seus atos (respeitando o seu livre-arbítrio), através de sinais, alertas, conselhos, intuições, etc. 

Mas, como o médium está predisposto a vaidade, deixa de escutar o seu Guia Espiritual, e chega ao ponto de se julgar o tal, um mestre, um escolhido, um mago, um semi-deus, e que a força é dele, chegando a pensar que é propriedade sua. 

O médium vai crescendo em vaidade, devido às pessoas o respeitar e acatá-lo em respeitoso silêncio, sem questionar, e aí vai crescendo as exibições mediúnicas. 

O que acontece nessa altura é que o médium já perdeu o contato mediúnico de fato, exercendo tão somente o animismo. 

O grave é quando o médium está mediunizado por um quiumba; aí sim é a queda total dele e dos que estão a sua volta. 

As portas da sua mediunidade estão abertas às influências negativas e toda sorte de manifestações magísticas destrutivas. 

Com o tempo, o médium vai se acostumando com os fluidos dos quiumbas, e não quer perder o cartaz por nada nesse mundo. 

Porém, os fenômenos antes efetuados por manifestações mediúnicas positivas, não mais acontecem, e as pessoas ao seu redor já começam a olhá-lo com certo desprezo e se afastam, fazendo todo o tipo de comentário negativo, embora num passado tenham se beneficiado desse médium. 

O médium que se entregou à vaidade excessiva se torna um sofredor, pois começa a perceber que para incorporar já começa a ter que representar e o tormento toma conta de sua cabeça. 

Aí entra a descrença, que é o golpe fatal para a sua pessoa. 

No caso da ambição pelo dinheiro fácil, devemos diferenciar o médium que cai pelo dinheiro fácil e os que podemos incluir aos milhares, que são os espertalhões, que usam o nome da Umbanda e de suas entidades a fim de explorarem a ingenuidade das pessoas de todas as maneiras. 

Esses (espertalhões) são bem reconhecidos, pois seus “terreiros” são vistosos, com roupas multicoloridas, uma grande profusão de “guias” no pescoço e outros adornos que sabemos serem desnecessários em nossos cultos. 

Vivem e fazem de tudo um ganho, seja em dinheiro ou facilidades na vida. 

Costumam fazer festas por quaisquer motivos, todas regadas a excentricidades no visual, muita bebida alcoólica e carnes, muitas vezes, levando essas festas religiosas em ambientes profanos, a fim de angariarem um grande número de admiradores e outros tantos que gostam de se apresentarem e se mostrarem em público a fim de terem reconhecimento. 

Tudo nesse ambiente é movimento, encenação, panorama e desfile. 

Por ali, tudo se paga. 

Desde uma consulta, até os tais despachos e ebós. 

Até a famosa camarinha, onde vêem mediunidade em todos; e aja firmar “santo” na cabeça das pessoas. 

São antros de exploração, que chafurdam o nome sagrado da Umbanda, a pecha de grupo folclórico, a atenderem seus mais mesquinhos interesses. 

São verdadeiras arapucas, onde tudo é duvidoso. 

Dentro da Umbanda, é sabido que a prática da magia branca faz parte, como um recurso Divino, para atender a necessidade prementes de seus filhos. 

Para a feitura de algumas magias, há necessidade de certos materiais, que corretamente devem ser adquiridos pela pessoa beneficiada. 

Muitas vezes, no caso de um consulente sem condições, damos o que temos. 

Quando realmente há necessidade dessa magia, os nossos Guias Espirituais pedem o material necessário à pessoa, sem grandes desmandos, satisfazendo a “Lei de Salva”. 

Tudo o que é manipulado pelas nossas entidades espirituais costumam sempre dar certo, pois tem o discernimento necessário para saberem o que necessitamos. 

Disso tudo surge um grave problema, pelo fato das pessoas que perambulam pelos “terreiros” encontrarem uma grande facilidade, achando que é só fazerem um trabalhinho para resolverem a sua vida. 

Grande ignorância, quem assim pensa. 

Temos que nos reformar interiormente, seguindo os passos e os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Antigamente, devido à má informação e formação de sacerdotes e médiuns conscientes da realidade espiritual, muitos faziam do “despacho” ou de “tais trabalhinhos” uma panacéia para tudo. 

Era só ter um probleminha ou problemão, seja ele qual for que imediatamente tinha um despacho para resolver tal questão. 

E haja despacho pra tudo. 

Tudo era resolvido no despacho. 

E hoje a coisa somente mudou de nome. 

Trocou-se o nome despacho para magia. 

Tem magia pra tudo. 

É só ter um probleminha ou um problemão, seja ele qual for que imediatamente acha- se uma magia para resolver tal questão. Pode? 

Quero ver alguém encontrar um despacho ou magia para despertar nossa fé, nosso amor, nossa devoção, magia para ser bondoso, caridoso, humilde. 

Magia para se efetuar reforma íntima, para perdão. 

Magia para se espiritualizar, ter moral, ter vida ilibada. Não vêem que essas tais magias é tão somente para coisas matérias? 

Para facilitar a vida material? 

Não vêem que muitas dessas magias são utilizadas em momentos de revoltas, demandas, ódios, retorno. 

E até (pasmem): “clonar” espíritos.
 

Infelizmente, é fato real, que na Umbanda estão aparecendo muito mais “magos” e “mestres”, do que servidores agradecidos, somente interessados em servir a espiritualidade, tudo fazendo para a honra e a glória de Deus. 

É muito cacique pra pouco índio. 

No começo, o médium obedece tão somente o que suas entidades espirituais pedem para a realização de uma magia. 

Com o tempo, esse médium começa a observar e pensa seriamente na facilidade do dinheiro. 

Então, ele entra na “Lei de Salva”, tão conhecida pelos magistas, e abusa dessa lei em benefício próprio. 

Aí começou a imperar nesse médium a ambição pelo ganho fácil, quando começa a exceder na “Lei de Salva” (dentro da magia), dando a desculpa que necessita do dinheiro para o seu anjo da guarda, para o cambono, ou para “pagar o chão”. 

Concordamos que deva haver uma remuneração suficiente para o médium adquirir materiais necessários que consta de certo número de velas, elementos da Natureza, ou mesmo uma certa quantia de dinheiro suficiente para que o médium que realizou o trabalho possa utilizar esse dinheiro para a sua locomoção, ou mesmo comprar materiais necessários à manutenção da sua vida espiritual, e nunca para sustentar seus vícios e luxos. 

Geralmente, pedimos ao interessado o material necessário à feitura da magia e juntamente uma pequena quantidade de velas ou outros materiais necessários utilizados no Templo. 

Quanto à locomoção, pedimos gentilmente ao interessado que nos forneça uma condução. 

Quando o interessado esta passando por dificuldades financeiras que impedem a compra dos materiais para a feitura da magia, doamos de bom grado o que temos. 

Jamais aceitamos dinheiro como paga ou mesmo agrado; Se houver interesse da pessoa em doar alguma coisa, que faça espontaneamente ao Templo ou a alguma entidade assistencialista, e não ao médium. 

As pessoas, pelo fato de quererem uma melhoria de vida em todos os sentidos, pagam o que for para que seus problemas sejam resolvidos. 

Aí está o perigo. 

Em primeiro lugar, devemos esclarecer que magia só deve ser usada quando a pessoa não tem competência momentânea para resolver seus problemas. 

Nesse momento, fazemos uso da magia para levantar essa pessoa. 

Depois do problema urgente resolvido, vamos para a reeducação da pessoa, reforma íntima, com conselhos, e tudo ordenado dentro de um conhecimento elevado, principalmente no Evangelho de Jesus. 

Nesse momento, o médium, já começando a fazer trabalhos por conta própria e tudo, geralmente direcionado com Exu e Pomba Gira, vai utilizando materiais cada vez mais pesados (sangue, carnes, ossos, etc.), chafurdando tanto ele como a pessoa beneficiada, incorrendo aí no risco de criar ligações perigosas com o que de mais baixo existe no astral inferior. 

Quando esses ditos trabalhinhos saem da linha justa da magia, até Exu e Pomba Gira se afastam do médium. 

O seu Guia Espiritual, como é de praxe, já o alertou várias vezes e ele não deu ouvidos, pois o dinheiro está entrando que é uma beleza. 

Por ele estar cego e surdo, não ouve a ninguém e, aí, o seu Guia respeita a sua escolha, pois é sabedor da lei do livre-arbítrio. 

Quando numa necessidade verdadeira, esse médium clama por seu Guia Espiritual, aí ele vê que não tem resposta, fica abalado. 

Começa a perceber que o que está à volta dele são verdadeiros e poderosos quiumbas. 

Esse médium começa a fazer tudo o que pode e sabe para o seu Guia voltar, e nada. 

Mesmo assim, não larga do dinheiro fácil, pois está afundado na ignorância espiritual, quando percebe que esse dinheiro é um dinheiro maldito, pois as conseqüências são nefastas. 

O fim de todos eles é muito triste. 

Entram nos vícios, falta de emprego, perdem tudo o que tinham na vida, pois os Sagrados Orixás os Guias Espirituais e os Guardiões não acobertam erros de ninguém; esses médiuns se desiludem com a religião, culpando-a dos seus problemas e, perdendo sua fé na Umbanda, vão a procura de outras religiões, a fim de se refazerem da desgraça que adquiriram em suas vidas. 

Mas mesmo assim, devido à soberbia, não assumem seus erros e culpam a um pretenso demônio, o qual desgraçou sua vida, pois estavam na religião errada, sob a influência desse demônio que dirigia aquela religião. 

Geralmente acabam virando ex-pais, ex-mães e ex-filhos de encosto, o que não deixa de ser verdade, pois esses médiuns nunca serviram a Deus, aos Orixás e nem aos Guias Espirituais e Guardiões verdadeiros, mas sim, a encostos. 

Deviam sim, observarem que Deus lhes deu uma oportunidade bendita e redentora na prática da caridade desmedida através da mediunidade redentora, e eles, por ignorância e muitas vezes maldade, praticaram os atos mais absurdos, tudo em nome da Umbanda. 

Não se esqueçam que somos espíritos endividados, que estamos encarnados todos sob a pele do cordeiro (que é o nosso corpo). 

Todos têm a mesma oportunidade para se erguerem, mas não temos condições de observarmos quem é quem; aí que cada um semeie bem, pois Jesus disse: 

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”, “e cada um vai colher aquilo que plantou”. 
“Quem semeia somos nós, mas quem colhe é Deus Pai Todo Poderoso”. 

O terceiro e último caso é o sexo fácil. 

Esse é um dos aspectos mais críticos e perigosos, e um dos mais difíceis de ser perdoado. 

Temos visto, em nossa caminhada pela Umbanda, vários médiuns caírem pelo sexo. 

Inclusive atualmente, médiuns “famosos”, casados, utilizando-se de sua influência e aproveitando a carência afetiva de algumas irmãs iludidas por acharem que estão sendo “amadas” por alguém “iluminado” (os famosos semi-deuses, mestre, magos ou orixás encarnados), forçam uma situação, e aproveitam-se sentimentalmente e sexualmente, satisfazendo seus sórdidos desejos. 

Esses casos são difíceis de serem perdoados, porque a moral do médium fica na lama em que ele mesmo se sujou. 

Por mais que tente, nunca vai conseguir apagar a lembrança dos atos cometidos e sempre vai ter alguém a lembrá-lo de sua queda, pois iludiram, enganaram e usaram pessoas desequilibradas em seus sentimentos. 

É uma mancha que, mesmo que nos reabilitemos, nunca será apagada. 

Devido aos envolvimentos existentes com bajulações e fanatismo, ele constantemente é endeusado. 
Daí, para receber elogios do sexo oposto (ou do mesmo sexo) fica visado, e tem a propensão para se deixar fascinar, quando se vê numa pessoa muito apessoada. 

Quando trabalhamos na luz, constantemente somos combatidos pelo baixo astral, que envia todas as formas existentes, principalmente em nossas fraquezas, para que caiamos. 

Lembre-se de Jesus: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. 

Logo, quando o baixo astral vê uma brecha, e essa brecha é uma forte predisposição sexual, é aí que eles vêem a oportunidade de atacá-lo. 

Lançam mão de todos os recursos, até conseguirem seus objetivos. 

O médium que está desavisado, por ignorância espiritual, ou mesmo por ter o espírito doente, cai nas malhas do baixo astral, e se entrega ao sexo desmedido dentro do ambiente religioso. 

Como temos dito, o médium é constantemente avisado pelos seus Guias Espirituais sobre todos os aspectos que o cercam. 

Estão sempre vigilantes, mas acontece que esse médium, usando de seu livre- arbítrio, já dentro de uma incontida predisposição ao sexo, cai e vira as costas à moral, repelindo automaticamente toda influência benéfica que poderia tirá-lo de sua caída. 

Tanto pela forte incontinência sexual, como por uma sexualidade irrefreável com os médiuns do “terreiro”, não há desculpas. 

A caída do médium, pelo fato de se relacionar sem moral com os médiuns do “terreiro”, ocasiona seu fracasso, e nesse caso não há desculpas. 

Quando o médium começa a sofrer as conseqüências do seu ato insano, vai à procura de Guias Espirituais de outros médiuns, a fim de resolverem seus problemas. 

O Guia Espiritual, como é sabedor da questão, diz que: “em surra de Guia, eu não ponho a mão” ou “quando Caboclo bate, não reparte pancada”. 

E haja punição. 

Após algumas disciplinas necessárias, alguns desses médiuns se emendam, ficam com medo, e procuram não mais errar, e se voltam às linhas justas dos trabalhos espirituais. 

Porém, a maior parte desses médiuns, mesmo passando por uma disciplina, não se emendam e continuam praticar os mesmos atos, como se nada houvesse acontecido e infelizmente acabam denegrindo a imagem de suas vitimas, geralmente dizendo que eles é que estavam sendo seduzidos por uma pessoa inescrupulosa e que essa pessoa é uma servidora das trevas para destruí-lo.. 
Então os Guias Espirituais vêem que não há mais jeito, e se afastam do médium, deixando-o a mercê da sua própria sorte. 

Uma coisa é verdade. Nenhum desses médiuns fracassados ficou com o seu Guia Espiritual em sua guarda, pois erraram e persistiram no erro. 

O que acontece muito é que esses médiuns costumam dar a desculpa que estão com uma demanda em cima deles, muito forte. 

A força de pemba é tão grande em cima desses médiuns, que rapidamente fazem com que percam sua fé na Umbanda, e o redirecionam a outra religião, pois aqui não souberam sorver a Espiritualidade Superior emanada de nossos Guias Espirituais. 

Creio que todos tenham entendido bem tudo o que aqui está escrito, e compreenderam bem, pois não é o erro em si, porque errar é humano e todos podemos errar um dia. 

A questão é cometer o mesmo erro, é persistir nos mesmos erros. 

Os nossos Guias Espirituais não são carrascos, mas não podem acobertar nossos erros, e nem a repetição dos mesmos. 

Outro fato, até corriqueiro no meio Umbandista é quando temos pessoas ao nosso lado, dizendo serem nossas amigas, e quando, por qualquer motivo se afastam de nós, acabam tornando-se “inimigas” e a partir daí, tudo o que acontece de ruim na vida daquela pessoa é por força de demanda. 

A mínima dor de cabeça, falta de dinheiro, mal estar, sempre será culpa do outro médium ou do outro terreiro que esta demandando com ele, querendo destruí-lo. 

Inclusive, acontece também o fato de que outras pessoas que também se afastaram daquele terreiro, achegando-se àquela pessoa, através de comentários e fofocas, com suas mentes conturbadas acabam sendo alertadas por aquele individuo que estão com uma demanda, também mandada por aquele terreiro e assim a corrente da discórdia e das mentiras vai crescendo assustadoramente. 

O baixo astral, astuto e inteligente, apossa-se desses médiuns incautos e através de persuasão mental acabam convencendo-os da realidade das demandas, inclusive fazendo até “vários videntes” verem a demanda sendo feita. 

Com isso, o médium incauto acaba realizando magias defensivas e ofensivas, cometendo injustiça e ai sim, caindo de vez nas malhas do baixo astral que sai vitorioso. 

O baixo astral é ardiloso e faz tudo para convencer as pessoas, utilizando todos os meios a fim de convencê-la, para que acredite estar sendo prejudicada por outros. 

A coisa é grave, pois esses médiuns incautos ainda não aprenderam o Evangelho, o amor, a bondade, o perdão e a fé. 

Quem é sabedor da Lei da Causa e Efeito e da Lei do Retorno, jamais deveria levantar sua mão contra ninguém, pois teria a certeza de que a providência Divina estaria do seu lado.''


ENSINAMENTOS DE PAI JURUÁ

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Viver com alegria

Epicuro foi um grande filósofo.   Viveu de 342 a 271  A C .  Fundou sua própria Escola denominada  Jardim.  Foi considerado o filósofo da alegria, do prazer, da serenidade e da doçura.  Chamam atenção seus ensinamentos sobre  o prazer e o desejo. Admitia mulheres e crianças em sua Escola, o que não era aceitável em sua época. Amava a vida em contato com a natureza.  Muitos confundem seu pensamento ligando-o ao hedonismo moderno, o  que é um despropósito.  A finalidade da vida humana, segundo Epicuro,  é a busca da tranqüilidade,do prazer e da felicidade suprema, um estado superior que poderá atingir  a alma humana, denominado ataraxia.  Para tanto é necessário domínio sobre si mesmo, equilíbrio e moderação.  
Trocando em miúdos, por exemplo, a busca do prazer deve ser algo ponderado e inteligente, de modo a não prejudicar minha saúde, o mais alto prazer que o ser humano pode experimentar, segundo o filósofo.  Se gosto de um bom vinho, de uma boa mesa,  não posso exagerar, sair da  linha, pois esta atitude poderá prejudicar minha saúde e impedir que sinta mais vezes o mesmo prazer.   Como podemos ver, é impróprio considerá-lo   precursor do hedonismo moderno, fruto de uma sociedade dos excessos e dos extremos como é a nossa,  causadora de profundas perturbações  e inquietudes  que avassalam nossa existência, lançando-nos no profundo abismo da  falta de paz e serenidade.
O trânsito  é um sintoma  inequívoco da inquietude do ser humano. Que prazer   é viajar, sair da rotina, curtir uma praia, uma cachoeira,  conhecer outras pessoas, experimentar outros sabores, outros cheiros, outros amores.   Entretanto, não temos equilíbrio…    A  BR 381 que corta nossa cidade é considerada a mais perigosa do Brasil. Ceifa vidas indiscriminadamente. A principal razão é a imprudência,  a imperícia, a insensatez… Correr qual o porquê?   Pressa  para chegar a onde?  Sofreguidão?  Cobiça? Avidez? Raiva?  Tudo escapa de  nossas mãos, como a água que desce  de  galope  na cachoeira de nossa vida.
Epicuro tem muitas lições para nos ensinar.  Precisamos parar de correr e aprender a   abraçar a vida em plenitude.    Descobrir o prazer do cheiro da manhã, o cheiro  da terra seca aspergida pelas primeiras gotas de chuva. Provar do bom de viver  sem pressa e  jogar prosa fora.   Quem sabe aquele banco do jardim!   Quem sabe aquele baile!  Quem sabe aquela cantiga de ninar! Quem sabe  aquela viagem sem pressa!
Retirado do blog do prof. Gilberto

MELANCOLIA


Dentre os vários problemas com que se debate a Humanidade, está a melancolia.

A melancolia é um estado d'alma de difícil definição, porque se manifesta nas profundezas do sentimento.

Sabemos que não nos encontramos pela primeira vez na Terra. Já vivemos aqui em outras épocas, em outros países, na companhia de outras pessoas.

Viajores que somos da Eternidade, trazemos em nós as marcas das experiências vividas nas várias existências.

Hoje estamos na Terra novamente, num corpo diferente, talvez nesse país por primeira vez, numa situação social diversa da vivida em outras épocas.

Assim sendo, vez que outra nos deparamos com situações que tocam pontos guardados nos porões da nossa alma, e sentimos uma saudade de algo que não sabemos o que é.

Ou, ainda, sentimos uma vaga tristeza, uma depressão injustificável.

Fatos, situações, pessoas, música, perfume são indutores dessas incursões inconscientes no passado e, conforme tenha sido a experiência, será o sentimento.

Se o registro é de uma experiência feliz, nos sentiremos bem. Se, ao contrário, foram experiências malfadadas, teremos o sentimento correspondente.

Existem pessoas que, quando se deparam com o tempo nublado, frio e cinzento, sentem-se deprimidas.

Outras, o tempo chuvoso as faz sentirem-se muito bem.

Outras, ainda, quando ouvem uma música, sentem-se transportadas imediatamente de um estado d'alma a outro completamente inverso.

Por vezes, pessoas do nosso relacionamento nos dizem alguma coisa que nos deixa tristes, melancólicos, sem que exista motivo para tanto. Mas o problema não está no que dizem, e sim em como dizem.

Quando nos percebermos mergulhados em melancolia, devemos fazer esforços para mudar o clima psíquico, através da leitura edificante, de uma prece, da companhia de alguém que nos ajude a sair dela.

Jamais deveremos dar asas a esse tipo de sentimento, para que não mergulhemos nele ainda mais, a ponto de perdermos o controle da situação.

Nos momentos de depressão, quando inconscientemente mergulhamos no passado, Espíritos infelizes ou antigos comparsas podem tentar nos envolver nas mesmas teias dos equívocos por nós cometidos anteriormente, levando­-nos a estados de difícil retorno.

Por essa razão é que não devemos nos entregar aos braços da melancolia ou da depressão.

É imperioso que façamos esforços, que busquemos com muita vontade mesmo, mudar nosso clima mental, buscando a sintonia com nossos Benfeitores Espirituais, que sempre nos amparam e auxiliam em todos os momentos da nossa existência.

Agindo assim, guardemos a certeza que logo mais, num amanhã feliz, saberemos o quanto valeu a pena passarmos por essas situações com coragem e dignidade, porque, então, nos aguardarão de braços abertos, os afetos dos quais tanta saudade sentimos.
Redação do Momento Espírita

Vale a pena ser honesto?????


Vale a pena ser honesto? Penso que sim. Afirmo que não! É diante deste paradoxo que escrevo este texto.
Rui Barbosa, no discurso de renúncia ao cargo de senador em 1921 disse: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
O velho filósofo grego Diógenes, andava pelas ruas em plena luz do dia com uma lanterna acesa na mão. E ao ser questionado respondia que estava a procurar um homem honrado.
Ah meu caro Rui! De lá pra cá, as coisas mudaram muito, e mudaram pra pior. A desordem grassa no meio da sociedade, ninguém é de ninguém; todo mundo acusa todo mundo, todos estão preocupados em se dar bem, ao mais desonesto o maior quinhão. A palavra empenhada não mais vale nada; em época de campanha, os nossos políticos, “prometem como sem falta pra faltar como sem dúvida”.
Aposentaram o velho baú onde guardavam nossos réis, transformaram o dinheiro em reais, colocaram no fundo da cueca e o guardaram em paraísos fiscais. E as mudanças não pararam por aí, até o português sofreu a ação predadora das reformas: tiraram o “PH” de farmácia, o “C” mudo de doctor; até lingüiça perdeu o trema (¨)/mais continua linguiça/ tranq uilo, não tem problema/colocar trema, dá uma preguiça. A homofonia alastrou-se tanto no velho português que hoje: genro não é só o marido da filha, manteiga não é apenas um derivado do leite, lula não é só um molusco marinho…       
Alguns políticos nesse país se sentem atraído pelo poder, pelo os altos salários, pela mordomia… tal qual as mariposas se sentem atraídas pela luz. E nada vêem, nada sentem, nada ouvem. Só o que lhes interessa. O analfabetismo, a fome, a miséria… não os prejudica. Ao contrário os beneficia, pois, o miserável é fácil de ser corrompido e o analfabeto é fácil de ser convencido.
Alguns pais, não estão mais ensinando aos filhos: a ética, a moral, os bons costumes… esqueceram de ensinar-lhes que a maneira mais conveniente de alcançar o topo, é o trabalho duro, é escalar a escada, degrau após degrau… e não a esperteza, a conveniência, a conivência, os atalhos escusos…   
Ah meu caro Diógenes! A claridade não nos faz vê a honradez dos homens, nem a escuridão encobre seus vícios. Ambos sente-se na pele, na barriga vazia, na falta de moradia, no desemprego, na ambição de alguns políticos por poder e consequentemente por bons salários, em detrimento da maioria que não ganha nem o suficiente para sobreviver. E por aí a tragédia vai se instalando, caminhando e dominando a situação, piorada com a escuridão originada na pane do sistema de segurança, instalando-se o apagão do setor, somando-se aos apagões de muitos outros sistemas de serviços essenciais para a sociedade brasileira, literalmente órfã de governo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Exilados de Capela

Caminhada espiritual – a capacidade de reação e superação


Nosso crescimento espiritual pode ser indicado pela variação da velocidade com que superamos os obstáculos.

Se, em determinada situação, a pessoa levava um certo tempo, digamos um mês, para superar uma dificuldade, e passa a perceber que, para superar a mesma situação, ou parecida, está levando dez dias, naturalmente ocorreram mudanças de comportamento, onde a capacidade de reação evoluiu.
Se passa a superar o mesmo tipo de situação em um dia, essa capacidade de superação terá tido uma intensificação. Se passar a tomar uma hora, algo a mais estará agindo internamente e, se chegar a poucos minutos, melhor será, até chegar ao ponto que um problema ou situação não mais afeta aquela pessoa.
Há aí uma clara indicação de progresso que, certamente, estará relacionado com valores interiores manifestados com um poder e intensidade maiores.

Nas nossas vidas, muitas situações parecem estar ali para nos testar ou ensinar. Não se deve fomentar o hábito de delas fugir ou de temê-las: o importante é não nos deixar ser afetados negativamente por elas. Esse é o segredo para não termos que repetir nossa “aprendizagem” através daquela situação.
Quanto mais hábeis nos tornamos em aplicar nossos talentos e valores naturais, mais bem sucedidos seremos em crescer nessa aprendizagem.
A espiritualidade é algo a ser reconquistado, dia após dia.
Para tal acontecer uma caminhada diferente se apresenta a cada um. Cada ser é um ser espiritual único.
Durante o percurso de uma trajetória pessoal mudam a maneira de ver, de entender, de agir, de reagir e de assimilar.
Como num caminho onde há vários obstáculos (quebra molas ou lombadas), se estivermos de bicicleta, parecerá que os obstáculos estarão vindo mais rapidamente que se estivéssemos andando à pé. Se estivermos de carro, ainda mais rápidos.
Os obstáculos, quando entendidos como parte de nossas trajetórias pessoais, como fazendo parte da trajetória que estamos escolhendo para percorrer em nossas vidas, não devem assustar ninguém e nem criar dúvidas. No entanto, deverá estar claro que, chegará o momento em que estaremos passando por eles como que “voando” e não mais seremos afetados pelos obstáculos: eles nem mais parecerão existir.
Na verdade, a mudança ocorrida terá sido em nós e não nos “obstáculos” que ainda lá permanecem, mas não mais atraem nossa atenção.
Nossa visão estará indo em outras direções, não mais para doenças, problemas, dificuldades, hábitos que nos desgastem etç.
O importante será continuar a percorrer a trajetória escolhida, num vôo rumo à reconquista de nossa essência espiritual na qual estaremos nos reencontrando conosco mesmos, em nosso estado mais perfeito, onde a plenitude será uma realidade, assim como a saúde física, mental e espiritual.
Os parâmetros terão mudado e novos paradigmas terão sido estabelecidos. Nossa vida terá sido transformada…por nós mesmos.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

COM AMOR, FÉ E GRATIDÃO X COM AMOR, FÉ E GRATIDÃO X


Há muitas coisas feias nos bastidores do mundo, que fazem com que muitas pessoas se desviem do caminho. Muitas coisas que machucam o coração e que fazem o estudante espiritual perder a fé e o brilho de seu coração.É preciso ter a persistência nessa caminhada espiritual. Porque, muitas pedras são lançadas para bloquear a senda e, até mesmo aquele que está do seu lado hoje, poderá ser amanhã a pessoa que deixará mais uma pedra...Siga o seu coração, siga a luz de dentro, sem jamais perder a esperança.Não importa o materialismo exacerbado do mundo, mas o mundo que está dentro de você e o que faz com ele, nesse caminho que acontece dentro do seu coração. Não é pelo fato de você estar encarnado, nesse momento, que está separado da Existência Maior. Porque, agora mesmo, o seu sentimento está conectado ao Todo*.A busca do sentimento é estar conectado com Ele. Algumas situações aconteceram em seu caminho (como acontece com todos), e lhe trouxeram tristeza, e isso machucou sua fé e abalou sua esperança e bondade. No entanto, a Luz continua em seu coração. Por isso, perdoe. Não carregue sombras em seus propósitos.Persistência e vontade firme são fatores essenciais na senda espiritual.Você é um espírito!E acender a Luz no coração é amar. É sentir-se pleno e sintonizado na estação do Bem. Portanto, não deixe que nada faça você sair dessa sintonia.O amor é como um rio... E muitos querem mergulhar em suas águas. Mas, bem poucos sabem nadar bem nos sentimentos e, por isso, acabam se afogando nos redemoinhos das emoções turbulentas.Não se engane: você terá que enfrentar muitas coisas que estão dentro de si mesmo. E em cada trabalho espiritual, feito de coração, em espírito e verdade, muitas vezes são libertadas cargas deletérias, ligações escuras do passado, muitas vezes entranhadas nos chacras**.É isso: em cada trabalho de amor, você liberta o seu próprio coração.Então, por favor, não faça por menos. Fique na Luz***.

domingo, 16 de janeiro de 2011

DESENCARNES COLETIVOS

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?

(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 28 de fevereiro de 1972, em Uberaba, Minas Gerais.)

Resposta:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

* * *

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

* * *

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

* * *

Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.


Emmanuel

sábado, 15 de janeiro de 2011

TRON





Tron: O Legado
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Tron: O Legado
:: Acid ::

O primeiro Tron (1982) foi um filme muito à frente de seu tempo, e por isso mesmo foi ignorado (até pelo Oscar, que se recusou a deixá-lo concorrer ao prêmio de efeitos especiais por se tratar de um truque de animação). Ainda mais porque estreou no mesmo ano que ET, de Spielberg. A Disney investiu muito neste filme, na tentativa de ser "descolada", distante da imagem tradicional de Mickey e Donald, mas acabou indo longe demais. Mas uma pequena parte de futuros Geeks - que fomentariam o que hoje é a Internet e seus conceitos - cresceu fascinada por esse filme, e eu não fui exceção. Numa época onde não tinha nem videogame, passei dias viajando com essa imagem na revista:



Pensava em ter uma roupa dessas pra ir pra escola... e hoje isso pode ser realidade!

Meu gosto pelo azul e pelo degradê são influência desse filme, como alguém mais atento pode perceber olhando a barrinha do título dos posts.

A história de Tron tinha uma trama boba (resgatar os dados de dentro de um computador, derrotando um vilão malvado) mas um enredo complexo até para os dias de hoje, que envolvia hackear computadores, surfar em streams (correntes) de memória, ter um ajudante que se comunica em linguagem binária (sim e não), abrir dispositivos de entrada/saída, overload de dados, etc. Um filme para nerds, definitivamente. A trama envolve Flynn (Jeff Bridges), um brilhante programador de jogos de computador que trabalhava para uma poderosa multinacional chamada Encom, que teve seus jogos roubados pelo inescrupuloso executivo Ed Dillinger (David Warner), que assim se tornou o todo-poderoso da empresa. Flynn foi demitido e passou a administrar um pequeno fliperama, mas não desistiu de provar que fora ele o criador dos jogos. Assim, ele infiltra um programa-espião (hoje chamamos isso de sniffer ou malware) chamado CLU (que no filme é brilhantemente representado como um alter-ego do próprio Flynn, ou seja, seu AVATAR, um conceito que só apareceria décadas depois!) pra encontrar traços do roubo eletrônico dentro da memória da máquina. Outra coisa legal é a relação criatura/Criador que os programas têm com os humanos (chamados de usuários): eles não sabem o que SÃO realmente os usuários, mas sabem que eles existem (e alguns até se comunicam com eles) e buscam cumprir seus desígnios sem questionamento (algo que no filme é genialmente tratado com um viés religioso).

Mas eis que o computador central (o mainframe) está tomado pelo programa que Dillinger escreveu: o MCP (Master Control Program), que era pra controlar o acesso de usuários a seus programas (tipo o firewall que os administradores botam nas máquinas do seu trabalho), mas acaba adquirindo consciência própria e bloqueia todas as comunicações com qualquer usuário, virando um ditador do mundo das máquinas (uma espécie de avô do Skynet, do "Exterminador do Futuro") e punindo os programas que ainda acreditam no "poder do usuário". Se for um programa útil, ele se apodera de suas funções (como um vírus), mas se for inútil pra ele, o MCP coloca esses programas (normalmente usados em escritório, como contabilidade, planilha, etc) pra lutar entre si - ou contra os capangas dele - numa arena (o que lembra muito a história dos primeiros cristãos, e esse tema é levado muito adiante no segundo filme). Até mesmo os softwares malvados precisam de alguma distração... Mas isso não bastou pro MCP: ele usou um raio "digitalizador" (praticamente um scanner que transporta literalmente você pra dentro da máquina) pra trazer Flynn pra seus domínios.

Um colega de trabalho de Flynn, chamado Alan, trabalha num programa de segurança chamado Tron. Ele serve pra monitorar o tráfego de informações e eliminar programas não-autorizados. Isso hoje em dia se chama Anti-vírus! Tron é o primeiro anti-vírus da história! Voltando, lá dentro do computador Flynn vai "preso" e encontra Tron numa cela. Ficam amigos e o resto vocês já sabem, no final salvam o mundo da tirania e nasce aí a cultura do software livre :)

 isso. Tron é uma idéia genial que não foi executada de forma narrativamente brilhante, mas se tornou referência para TUDO o que veio depois em termos de tecnologia, especialmente porque influenciou aqueles que iriam criar essa tecnologia. A Disney não mediu esforços pra fazer de Tron um clássico: contratou o designer Syd Mead (Star Trek, Blade Runner, Aliens) e o artista Jean "Moebius" Giraud (Alien, Dune), além de Walter Carlos, um dos primeiros músicos do mundo a usar sintetizadores e responsável pela trilha sonora de Laranja Mecânica. Walter incorporou em Tron orquestra, coro, órgão, e sintetizadores analógicos e digitais, tudo misturado, pra causar um impacto que hoje em dia não é mais nenhuma novidade, mas que influenciou fortemente a música e o estilo visual de um grupo que era criança na época em que Tron passou: Daft Punk.

É este grupo techno que uso como ícone para a ponte com o passado que é a continuação do filme: Tron Legacy. Quando o diretor convidou o grupo para incrementar o filme com sua trilha eletrônica ele esperava exatamente isso: música eletrônica. Mas o grupo, em profundo respeito pela obra de Walter Carlos, decidiu enveredar por uma área na qual eles não tinham nenhuma experiência: música clássica. Daft Punk trabalhou por 2 anos com uma orquestra de 85 músicos e a ajuda de Joseph Trapanese, que foi a ponte entre a banda e a orquestra. A mistura de techno com clássico gerou uma das melhores trilhas de filmes dessa década - sem exageros - e deixou o trabalho de Carlos na poeira. É essa geração que viu e amou o filme original a responsável direta por trazer o legado de Tron de volta às telas, de forma a homenagear e ir além (muito além) do antecessor. É esse também o tema do roteiro: deixar o futuro com o futuro.

O filme faz referências visuais ao original, como mostrar a Lightcycle antiga e o "trem" com asas de borboleta, mas avança no design de forma mais contida, menos colorida. As motos ganharam uma repaginada, assim como a nave em forma de |"|, e um detalhe interessante é que dessa vez o brilho das roupas é REAL, e não computação gráfica (ou animação). O mundo das máquinas está sombrio, feio mesmo, mas evoluiu graficamente assim como o nossos computadores: agora tem gráficos fotorrealistas (como a casa do Flynn) e processamento de partículas (chuva, poeira, fogo, etc). Há piadinhas com frases do filme original, e além de Jeff Bridges (Flynn) o ator que fez Tron está de volta ao seu papel, graças a uma tecnologia que irá marcar o cinema daqui pra frente: o rejuvenescimento por computador. Essa tecnologia foi introduzida no filme Benjamin Button, usada imperceptivelmente em Chico Xavier e extrapolada em Tron, o legado. Simplesmente refizeram a cabeça do Jeff Bridges de 1982 no computador, e a performance do ator é reproduzida. O resultado não é lá muito convincente (os olhos meio-mortos e a boca de borracha incomodam às vezes), mas considerando que o que estamos vendo na tela é literalmente um programa de computador (CLU, e não o personagem humano de Jeff Bridges) dá pra dar um desconto.

O roteiro é deveras interessante, e não recomendo ler a partir desse ponto se você não viu o filme: Flynn, agora o chefe da Encom, volta para o mundo das máquinas, dessa vez pra melhorar o "Grid" (o mundo) e fazer dali um sistema perfeito. Pra isso ele conta com a ajuda de CLU e TRON. Logo eles descobrem que uma nova geração de "seres" (algorítimos extremamente avançados, chamados ISOs) SURGEM DO NADA no Grid, sem terem sido programados. Esses seres possuem grande potencial, mas são por demais ingênuos. CLU, que havia sido programado pra ser perfeito e colocar tudo em ordem, não aceita os ISOs como são e os "deleta". Flynn e TRON tentam impedir, mas CLU vê isso como uma traição. TRON é derrotado e reprogramado pra ser o capanga de CLU, que tenta matar Flynn, mas este se esconde nas "montanhas" fora das cidades, onde os programas não funcionam direito. O filho de Flynn, Sam, vai atrás do pai e acaba se metendo em altas confusões com essa turminha da pesada!

Esse é o roteiro para os não-iniciados no Saindo da Matrix. Agora veremos o nível cinesotérico da história: Flynn é O CRIADOR. Sim, cara do Twitter que fez céu, terras e mares. E isso do ponto de vista das máquinas. Flynn estava obcecado em reformar tudo, deixar tudo perfeito para seus habitantes, como a primeira Matrix (o Paraíso). Mas a perfeição não se manifesta da forma que desejamos, nem mesmo vindo da mente do Criador.

O que sempre esperei achar em um sistema: Controle, ordem, perfeição... Não significavam mais nada.
Eu morava em uma casa de espelhos... Que os ISOs espatifaram.

(Flynn)

Aprendemos que há um nível ACIMA do Criador, que é representado pelos ISOs, uma forma superior mas desorganizada, que não se sabe de onde veio nem pra onde vai. É uma lição para o Criador Flynn, que passa a ver o mundo de forma menos Yang (ativo, controlador, agressivo) e se torna mais Yin (passivo, agregador, reflexivo). Mas CLU, que é uma Criação (uma parte e um reflexo) de Flynn, não estava programado para se transformar, para aceitar, e assim ele se torna o opositor, a resistência, sua Sombra, aquilo que Flynn agora nega e combate, ou seja, um controlador arrogante e impetuoso que não conhece limites (um traço de personalidade que se manifestava em Flynn em 1982, e no seu filho em 2010).

CLU é o anjo caído, através da soberba e da inveja dos ISOs (a quem o Criador dava grande atenção). Ele toma para si o poder sobre o mundo, mas falta a ele o poder de CRIAR. Sem isso sua autoridade é somente pelo medo, pela força ou pelo engano. Então ele aprisiona a população de programas rebelde e os transforma (reprograma), formando assim um exército de seguidores (muito parecido com as centenas de computadores-zumbi controlados pelos Hackers de hoje) que ele manipula, em particular numa cena que evoca o comício de Nuremberg, onde Hitler discursava para as massas, iludindo-as com promessas de liberdade da tirania dos outros (são sempre "os outros"), discurso este muito popular aqui pela América do Sul. Se antes o MCP era o ditador e houve uma luta pela liberdade dentro do Grid, agora é CLU quem dita as normas e se considera injustiçado por estar "aprisionado" dentro do Grid, querendo alcançar agora o exterior, ou seja, o mundo do Criador. É uma metáfora para o Homem querendo ser Deus sem ter o poder nem a maturidade para Criar (algo bastante pertinente de se observar dentro do mundo esotérico, onde os egos inflam até o tamanho de deuses).

Um dos personagens mais marcantes é Castor, que segundo ele mesmo é "provedor de qualquer e todo entretenimento e distrações". Uma mistura diabólica de Monty Python, Carlitos e David Bowie. É dele uma das melhores cenas, onde se diverte ao som de uma música IRADA do Daft Punk, enquanto o "Filho do Criador" (que se sacrifica pelo Pai) apanha dos soldados (qualquer semelhança com o filme de Jesus do Mel Gibson é mera coincidência... NOT!). Ele é a faceta do mal que nos distrai de nossos objetivos. É o entretenimento tolo que nos escraviza na roda de prazeres e nos deixa até agradecidos de estarmos no Sansara (ah, esse bife suculento...). A queda aqui é fácil, como Sam descobriu, e teve de ser resgatado (novamente) pela Anima, a ISO Quorra.

A metáfora do medo do CLU sair para o mundo real é o mesmo medo do Agente Smith sair da Matrix, ou do "demônio" dominar o mundo: representa o nosso medo da Sombra (tudo aquilo que reprimimos) assumir o consciente. É algo a se temer, mesmo, pois a quantidade de malucos que atira nos outros e depois em si mesmo - numa auto-aniquilação funesta de seus medos e desejos - é crescente em nossa sociedade. Mas o medo (autopreservação) só deve ser usado para buscar força e conhecimento, nunca para dar força e poderes ao próprio Medo/Sombra. Por isso no filme o Criador Flynn, que estava com medo do confronto que só fazia fortalecer o opositor, aproveita a impetuosidade do filho - que trouxe o CAOS, a instabilidade, o desequilíbrio da equação - para criar OPORTUNIDADE de vitória. E ela veio, com a reintegração da Sombra. Ele a abraça, ele pede perdão, e ele SE perdoa. Se aceita, e aceita seu destino, que é deixar o Novo com o novo (Quorra com Sam), um novo mundo a ser criado por novas pessoas. Full circle.

TRANSFIGURAÇÃO

A Transfiguração no Tabor, a Ressurreição, o momento que acompanhou os discípulos no caminho do Emaús e a sua ascensão em Betânia, são episódios que causaram entusiasmo entre os mitólogos, naturalmente interessados em provar que Jesus de Nazaré era simplesmente um mito.

A sensação de realidade que possuímos da nossa própria integridade física, o hábito de nos apoiarmos na realidade perceptível como garantia da veracidade da nossa própria existência e a ilusão da constância de nossa forma física, leva-nos a considerar o que se apresenta como instável e mutante na condição de simples ilusão.

A fantasia, o sonho, o mito, nada mais são do que elementos imaginários que se inserem fugazmente no duro mundo concreto da existência.

Não obstante, sabemos que a existência, segundo a definição das Filosofias Existenciais da atualidade, é puramente subjetiva.

Nós mesmos, nesse caso, somos irrealidades ideais que nos inserimos furtivamente na realidade objetiva. As metamorfoses de Jesus não diferem daquelas porque passamos em nossa própria vida.

Na Ressurreição, Madalena não reconhece de imediato à presença de Jesus e o confunde com o jardineiro.

Tomé recusa-se a aceitar a veracidade das manifestações do Senhor no Cenáculo das reuniões apostólicas e só se convence ao tocar as chagas da crucificação.

Os discípulos de Emaús só reconhecem o Mestre, que para eles estava morto, no ato de partir o pão, quando ele se identifica pelos gestos e a atitude.

O mesmo acontecerá com os discípulos a caminho da Galiléia.

Mas a ascensão em Betânia mostra-se tão carregada de elementos míticos, que só hoje pode ser encarada como parcialmente verídica, graças ao conceito de paranormalidade e às novas leis descobertas no campo da fenomenologia de ordem física.

Sem o conceito atual do corpo-bioplásmico, que confirma a tese cristã do corpo espiritual e a descoberta espírita do perispírito, no século passado, não poderíamos admitir o episódio da ascensão em termos de realidade visível.

Também no episódio do Tabor, com a presença de Elias e Moisés ao lado de Jesus, tudo não passaria de uma alucinação mística de natureza estritamente simbólica.

Mas as pesquisas metapsíquicas e parapsicológicas do nosso tempo revalidam a realidade do episódio, sem com isso negar a presença, no mesmo, de elementos míticos decorrentes de funções dos arquétipos do inconsciente.

Ao lado desses episódios, que têm hoje o apoio das novas descobertas científicas, aparecem outros que se caracterizam como inapelavelmente mitológicos.

Guignebert, que considera o episódio da Paixão como tipicamente histórico bem enquadrado na realidade do tempo, repele a interpretação do mesmo pelos gnósticos-docetas, no primeiro século.
Segundo estes, a estranha figura de Simão Cireneu, que chega do campo e ajuda Jesus a carregar a cruz até o Calvário toma as feições e o aspecto geral de Jesus, enquanto este se revestia de todo o aspecto do camponês piedoso.

Dessa maneira, chegando ao Monte das Oliveiras, os soldados incumbidos da execução crucificaram o Cireneu em lugar de Jesus, que tranquilamente deixou a sua imagem na cruz e se retirou para surpreender os seus apóstolos e discípulos com a sua pretensa ressurreição.

Os docetas sustentavam que Jesus não tinha realidade física, que o seu corpo era apenas aparente.

Sua posição contrariava as teses da encarnação do Cristo, apresentando-o como uma espécie de deus mitológico, sob a influência das ideias helenísticas.

O Docetismo exerceu grande influência em Alexandria, propagando-se a Éfeso, onde o Apóstolo João instalara a sua Escola Cristã.

João refutou a tese doceta como herética, pois além de não corresponder à realidade histórica, transformava o Cristo num falsário.

Renan conta um curioso episódio em que João se dirige com seus discípulos ao balneário público de Éfeso, e ali chegando volta com os discípulos, dizendo-lhes:

"O balneário vai cair, pois lá se encontra Cerinto, o maior dos mentirosos".

Cerinto era um dos introdutores do Docetismo em Éfeso.

Essa teoria absurda reapareceu na França, através de uma obra confusa e carregada de pesado misticismo ridicularizante.

Um advogado de Bordeaux, Jean Baptiste Roustaing, elaborou essa obra através de comunicações mediúnicas atribuídas a Moisés, João Batista, os Apóstolos e os Evangelistas.

Um grupo místico do Rio de Janeiro adotou com entusiasmo essa obra, conseguindo apossar-se da Federação Espírita Brasileira, e até hoje a propaga e sustenta, contra a maioria das instituições espíritas do Brasil e do mundo.

É inacreditável o fanatismo dos roustainguistas, o que se justifica pela sua mentalidade antirracional, apegada aos resíduos do passado mágico e mitológico, portanto contrária à posição racional do Cristianismo e do Espiritismo.

Esses defensores do absurdo chegam ao cúmulo de citar a obra mistificadora, Os Quatro Evangelhos, como uma das dez obras mais importante da literatura mundial, e Roustaing, como uma das dez maiores figuras da Humanidade. Kardec condenou essa obra, o que provocou um revide de Roustaing.

Ao episódio do Tabor, cujo relato evangélico apresenta todas as condições de um fenômeno paranormal, inclusive com atitude dos apóstolos, que sugere a doação de energias ectoplásmicas para a aparição de Elias e Moisés, a fábula dos docetas (como o Apóstolo Paulo a classificou) apresenta-se como uma das mais estranhas desfigurações do Cristo.

Essas desfigurações forneceram elementos ricos e valiosos aos mitólogos para negarem a existência real e histórica de Jesus de Nazaré, como o fizeram Artur Drews e Georges Brandis, entre outros.

Nas reuniões dos cristãos primitivos, logo após a morte de Jesus, o chamado culto pneumático era constantemente tumultuado pelas manifestações de espíritos turbulentos e grosseiros, que diziam pesados palavrões contra o Messias.

O Apóstolo Paulo nos oferece o modelo de um culto pneumático no capítulo intitulado Sobre os Dons Espirituais, em sua I Epístola aos Coríntios.

O nome do culto era derivado da palavra grega pneuma, que significa espírito e sopro.

Paulo aconselha ordem rigorosa no culto, falando cada profeta por sua vez e permanecendo os outros em oração, precisamente para evitar a interferência de manifestações agressivas.

O profeta era o que hoje chamamos médiuns, os intermediários entre os espíritos e os homens.
Como havia muitas comunicações em línguas estranhas, como as ocorridas no Pentecoste, Paulo recomenda que ninguém aceitasse comunicações em língua que ninguém da mesa conhecesse, pois, sem poder traduzí-las, a manifestação não serviria para ninguém.

Esses cuidados permanecem no Espiritismo, e muitas sessões mediúnicas seguem a orientação paulina.

Não obstante, a situação hoje é diferente, pois a mediunidade, profundamente estudada e pesquisada, em todo o mundo, pode agora ser melhor controlada.

As sessões mais proveitosas e produtivas são aquelas em que há maior liberdade, proporcionando o diálogo entre espíritos comunicantes, para maior elucidação dos problemas em causa.

Vários doutrinadores entram em ação, de maneira que os médiuns presentes são melhor aproveitados.

Ainda hoje aparecem, em menor número e com menos violência, espíritos agressivos que repelem o Cristo.

Esse fato é importante porque mostra a continuidade do culto pneumático e a insistência dos espíritos inferiores na desfiguração do Cristo, que chegam a chamar ainda de embusteiro.

São esses os espíritos da mentira, em oposição aos espíritos da Verdade, que procuram esclarecer e orientar as entidades malfeitoras.

O interesse em desfigurar o Cristo vem dos planos inferiores do mundo espiritual e se manifestam de várias formas: pelas comunicações mediúnicas inferiores, pelas intuições dadas a adeptos do Cristianismo e do Espiritismo para introduzirem teorias e práticas ridicularizantes no meio doutrinário, sempre atribuindo a Jesus posições, palavras e atitudes que o coloquem em situação crítica pelas pessoas de bom senso.

Para isso, as entidades mistificadoras se aproveitam da ignorância e da vaidade de criaturas desprevenidas, da autossuficiência de criaturas autoritárias e arrogantes, que facilmente se deixam levar por elogios e posições lisonjeiras que podem exaltá-las na instituição a que pertencem.

A gigantesca luta empreendida pelo Apóstolo Paulo, após a sua conversão, para preservar a pureza dos ensinos de Jesus e da sua excelsa figura, em meio aos próprios apóstolos do Mestre, revela de maneira eloquente, a dificuldade dos homens para compreenderem a Verdade Cristã.

Os apóstolos judaizantes, como ele os chamou, e entre os quais se encontrava o próprio Simão Pedro, pode nos dar a ideia do que realmente se passa nesse caso, para não cairmos também em interpretações místicas de uma situação natural, proveniente da falibilidade humana.

Não se trata de nenhum mistério, de uma potência satânica a espreitar-nos nas trevas, de um Reino do Diabo a combater o Reino de Deus, de uma figura assustadora do Anticristo a lutar contra o Cristo.

O próprio episódio evangélico da tentação de Jesus no deserto, pelo Diabo em pessoa, revela-nos o seu sentido alegórico no fato incontestável de que a tentação era provocada em Jesus por insinuações lisonjeiras.

A condição humana de que ele se investira, para viver entre os homens e falar-lhes como homem, o sujeitava naturalmente à fascinação das ilusões terrenas.

Jesus meditava sobre a missão difícil que ia realizar, cheia de perigos evidentes, e na meditação se infiltravam naturalmente as opções da fuga.

Em todas as grandes religiões encontramos figuras diversas dessa luta, em que o espírito superior enfrenta as solicitações do plano inferior e precisa vencê-las para não fracassar nas batalhas que vai travar.

Na História de Buda, surge a alegoria das tentações no momento em que ele se senta sob a árvore da meditação.

No Islamismo temos o exemplo do que pode acontecer ao espírito que se deixa vencer.

A guerra incruenta do espírito para ajudar o homem a elevar-se, transforma-se no domínio absoluto da espada e do alfange, desencadeando a terrível guerra do Islã, em que o Cristianismo, de cujas entranhas nasceram o Islamismo, se converte no inimigo a ser derrotado pela força das armas.

Cada forma de vida tem as suas leis, constitui-se de um vasto e profundo sistema de ações e reações, causas e efeitos que formam a teia de aranha em que a própria aranha se enrosca para poder viver.

Essa teia pode ser definida como um campo estruturado de forças a que o espírito se imanta e ali permanece subjugado pelas forças gravitacionais do campo.

A lei de inércia, que mantém a estabilidade das coisas e dos seres, no processo de conservação, tange na pedra que repousa no chão, quanto no espírito que repousa em seu próprio modo de ser.
Essa lei não é má nem diabólica, é natural e faz parte do processo evolutivo.

Mas a mente humana, com sua tendência antropomórfica, reveste os seus efeitos de características humanas.

O mito do Diabo não é mais do que uma forma do antropomorfismo que se infiltra em todas as nossas fases de transição para planos superiores do espírito.

Por isso, Jesus preceituou:

"Vigiai e orai".

A vigilância se exerce primeiro em nós mesmos, em nosso íntimo, e a seguir na relação social.
Depois do episódio da estrada de Damasco, Paulo recolheu-se à meditação no deserto para reestruturar a sua situação espiritual, profundamente abalada pelo terremoto psíquico e emocional do encontro com Cristo.

Só então poderia voltar à ação, às atividades do seu apostolado, que o Cristo transformara de judeu a cristão.

Muitas vezes sentiria ainda os impulsos anteriores influindo na sua nova conduta.

Muito teria de lutar para não cair de novo no campo estruturado e sempre ativo dos seus condicionamentos.

É que enfrentou fracassos não há dúvidas, pois ele mesmo clamou.

"Miserável homem sou, que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero!"

Tinha um espinho na carne, segundo declarava, e um espinho inquietante que os outros viam e comentavam.

Mas a sua intenção firme de vencer, a sua convicção da realidade espiritual do Cristo e a sua vontade em permanente tensão o levariam à vitória sobre o Diabo, sobre as forças retrógradas em atividade no seu íntimo. Venceu galhardamente no tocante a si mesmo, na batalha interna.

Mas no campo das atividades externas, não conseguiu livrar-se de condicionamentos judaicos enraizados, que o levaram a tomar uma posição negativa no tocante às mulheres (sempre mantidas na área da submissão escravagista) e no tocante à Doutrina cristã, que enredou na sistemática da Igreja, tendo mesmo fundado a Igreja Cristã independente em Antióquia, com sua incipiente hierarquia sacerdotal.

Não conseguiu perceber o sentido profundo da renovação cristã, o significado interior da liberdade em Cristo, e nem foi ele — nem Jesus, nem Pedro — o fundador da religião que deformaria totalmente o Cristianismo do Cristo.

Claro que a instrução de Paulo não era essa.

Ele sonhava com um Cristianismo puro, severo, bem estruturado, com a disciplina judaica do Tempo, sustentando a Verdade cristã num mundo indisciplinado que devia organizar-se na ordem da moral cristã.

Seu erro foi justamente esse.

Jesus de Nazaré nunca mostrara interesse pela pompa e a disciplina fria do Templo.

Como afirma Guignebert, ele não queria fundar nenhuma religião e nenhuma Igreja.

Jesus falava às almas, não aos robôs das instituições sociais.

Não pretendia organizar exércitos poderosos para Iavé, que já perdera os seus para o furioso Júpiter Capitolino.

Não queria tropas ao seu serviço, mas rebanhos pastando nos campos ao alvorecer.

Queria a terra florida com a germinação das suas palavras.

O Cristianismo não surgia como religião formal, mas como a pura essência da Verdade.

Um movimento de almas, não de corpos materiais animalizados e atrelados ao carro dos poderosos.
Paulo, que se formara na disciplina farisaica, não podia compreender esse anarquismo do espírito, que antes lhe parecia vagabundagem, indisciplina, sonho irrealizável de um poeta inspirado nas utopias platônicas.

Não lhe passaria pela mente dizer isso de Cristo.

Assim, Cristo só poderia desejar a estruturação de uma Igreja forte e poderosa, insuflada pelo sopro do espírito messiânico.

A fracassada tentativa dos Apóstolos, com o velho Pedro à frente, de organizar a comunidade descrita no Livro de Atos, comprovada isso de maneira absoluta.

Paulo quis e fundou a Igreja em Antióquia, mas os romanos deram a cadeira que lhe pertencia ao velho Pedro.

Era muito importante, naquele tempo, falar em Cristo Crucificado, porque essa imagem chocante mostrava Jesus como vítima da maldade humana, particularmente dos poderosos da Terra.

A simples menção desse nome despertava a lembrança do conluio judeu-romano para esmagar as esperanças de Israel.

Hoje essa expressão soa falsa, pois o Cristo desfigurado aparece também como Rei, como um mito grego, como uma divindade da magia primitiva, que sacerdotes paramentados podem obrigar a se transubstanciar nas espécies materiais de uma forma sacramental.

Hoje, além disso, o Cristo Crucificado aparece como instrumento dócil de demagogia política, símbolo de perseguições religiosas, de fogueiras assassinas, de guerras violentas, de mentiras interesseiras pregadas ao povo através de dois milênios de incessante deformação de sua figura humana e de sua doutrina de justiça e amor.

Hoje só existe um símbolo para o Cristo: o da Ressurreição.

Provada cientificamente a existência do corpo espiritual, provada a continuidade da vida triunfante após a morte, provada a herança de Deus na imensidade do Cosmos povoado de mundos, provada a ineficácia das instituições religiosas e seus métodos para levar os homens a Deus, pois que a maioria se afastou de Deus e o considera como superstição estúpida, só a figura do Cristo Ressuscitado, triunfando sobre a veleidade dos poderes terrenos e confirmando em si mesmo a verdade dos seus ensinos, poderá libertar as consciências do apego às coisas perecíveis, dando-lhes a confiança no poder superior do- espírito.

Se somos espíritos e não apenas um corpo material, e se temos a certeza de que o Cristo continua vivo e a nos inspirar em nossas lutas no caminho do bem, por que cultivarmos a morte e até mesmo as imagens de um cadáver que não foi encontrado no túmulo?

A desfiguração do Cristo atingiu o máximo nessas imagens frias que dormem o ano inteiro nas
criptas das Igrejas, à espera do seu enterro anual, com luto, choro e velas acesas.

O sadismo humano se revela num automatismo conscencial que o perpetua nas gerações sucessivas.
Chegou o momento de compreendermos que o Cristo está diante de nós, na plenitude de sua vida e seu poder, procurando despertar-nos do pesadelo da morte.

Trecho do livro de J. HERCULANO PIRES “REVISÃO DO CRISTIANISMO”

domingo, 9 de janeiro de 2011

MEDO DA MORTE


Um homem transitava por estrada deserta, altas horas.

Noite escura, sem luar, estrelas apagadas... Seguia apreensivo. Por ali ocorriam, não raro, assaltos... Percebeu que alguém o acompanhava.

Olá! Quem vem aí? - perguntou, assustado.

Não obteve resposta. Apressou-se, no que foi imitado pelo perseguidor. Correu... O desconhecido também.

Apavorado, em desabalada carreira, tão rápido quanto suas pernas o permitiam, coração a galopar no peito, pulmões em brasa, passou diante de um poste de luz.

Olhou para trás e, como por encanto, o medo desapareceu. Percebeu que seu perseguidor era apenas um velho burro, acostumado a acompanhar andarilhos.

A história assemelha-se ao que ocorre com a morte.

A imortalidade é algo intuitivo na criatura humana. No entanto, muitos têm medo, porque desconhecem inteiramente o processo e o que os espera no Mundo Espiritual.

O Espiritismo é o poste de luz que ilumina os caminhos misteriosos do retorno, afugentando temores sem fundamento e constrangimentos perturbadores.

De forma racional, esclarece acerca da sobrevivência da alma, descerrando a cortina que separa os dois mundos.



Com a Doutrina Espírita aprendemos a encarar com serenidade a morte, que chamamos de desencarnação, porquanto ninguém morre.

Isso é muito importante, fundamental mesmo, já que se trata da única certeza da existência humana: todos desencarnaremos um dia.

A Terra é uma oficina de trabalho para os que desenvolvem atividades edificantes, em favor da própria renovação.

Um hospital para os que corrigem desajustes nascidos de viciações pretéritas.

Uma prisão, em expiação dolorosa, para os que resgatam débitos relacionados com crimes cometidos em existências anteriores.

Uma escola para os que já compreendem que a vida não é simples acidente biológico, nem a existência humana uma simples jornada recreativa. Mas não é o nosso lar. Este está no plano espiritual, onde poderemos viver em plenitude, sem limitações impostas pelo corpo carnal.

Compreensível, pois, que nos preparemos, superando temores e dúvidas, inquietações e enganos, a fim de que, ao chegar a nossa hora, estejamos habilitados a um retorno equilibrado e feliz.

O primeiro passo é o de tirar da morte o aspecto fúnebre, mórbido, temível, sobrenatural... Há condicionamentos milenares nesse sentido.

Existem pessoas que simplesmente se recusam a conceber o falecimento de um familiar ou o seu próprio.

Transferem o assunto para um futuro remoto. Por isso se desajustam quando chega o tempo da separação.

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? - pergunta o Apóstolo Paulo, a demonstrar que a fé raciocinada supera os temores e angústias da grande transição, dando-nos a compreensão de que o fenômeno chamado morte nada mais é do que o passaporte para a verdadeira vida.

O Espiritismo, se estudado, nos proporciona uma fé inabalável. O conhecimento de tudo o que nos espera, e a disposição de lutarmos para que nos espere o melhor.

*   *   *

Um dos maiores motivos de sofrimento no além túmulo, é o apego aos bens terrenos.

Muitas pessoas não aceitam as normas estabelecidas pela aduana do túmulo, que não nos permite levar os bens materiais no momento em que passamos para o outro lado.

Isso demonstra que tais pessoas ainda não entenderam que os bens materiais nos são emprestados por Deus como meio de progresso, e que os teremos que devolver, mais cedo ou mais tarde.



É importante que reflitamos sobre isso, não nos deixando possuir pelos bens dos quais somos apenas usufrutuários.

Um dos motivos de sofrimento dos que ficam, é o fato de não terem se dedicado o quanto deviam àqueles dos quais se despedem.

Por isso, convém que, enquanto estamos a caminho, façamos o melhor que pudermos aos nossos afetos, para que o remorso não nos dilacere a alma depois.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO



Se chovesse felicidade, eu lhe desejaria uma tempestade. Feliz Ano Novo!

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim - Chico Xavier

O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova - Gilbert Keith Chesterton




          

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O CONTROLADOR



Essa é para aquelas pessoas que tentam controlar a tudo e a todos.

            Voce que é uma pessoa chata. Controladora que acha que a vida não te trará surpresas se voce estiver com tudo arrumadinho, tudo em “seu lugar”. Isso apenas é uma fuga de voce mesmo. É impossível controlar a tudo e a todos. Pois nem conseguimos controlar a nós mesmos. Não sabemos que reação teremos amanhã frente a determinado assunto inédito. A nossa atitude emocional jogará por terra a teoria de comportamento que acharíamos que teríamos. A vida é uma bela surpresa todo dia. Pois imagine. Se tudo fosse seguir a nossa vontade.
            Diz-se que esse tipo de atitude, ou que pessoas que agem de maneira, “organizacional-ortodoxa.” Nada mais fazem que a defesa de seu status quo. Tudo na busca de uma perfeição individual. Que não acontecerá nunca, pois não é a sua essência, e sim o seu ego que trabalha na direção dessa pseuda perfeição. Isso fará que voce torne-se um ser cruel. E distante desse ser comum que é o ser humano que vive em sociedade.
            Seres assim são sempre desconfiados dos que estão à volta. Não conseguem abrir mão da atitude de controle. Não se entregam a realidade da vida, fogem da realidade, criam um castelo perfeito onde o rei ou rainha é ele (a) mesmo (a), não conseguem conviver com o dia a dia de maneira madura e equilibrada. Explodem a primeira dificuldade que se apresenta.
            Esses seres não aprenderam que a vida não se resolve a um estalar de dedos. Tem-se que ser menos tiranos e cruéis, aprender a entregar-se e confiar. Aceitar a realidade com consciência que voce não é o centro do universo, aceitar o quanto fracassou e quantas oportunidades se ofereceram e foram perdidas. Por conta de não estarem previstas na sua cartilhazinha de eventos.
         Quando esse ser aceita a realidade da vida que está à volta, tendo uma atitude madura com relação ao seu entorno. Aceitando a realidade jogando fora a atitude de pseudo controle de si e dos outros que sempre usou e não controlou, como imaginava. O seu eu interior “melhor ego” sentir-se-á melhor e mais leve. E o medo de errar, o medo de falhar, o medo de ser infeliz. Esvai-se. E o peso das armadilhas que criamos para nos mesmos se extingue.
(*)“Assim, com a consciência de nossa realidade interna, somada à atitude madura e corajosa de libertarmos a todos, ficaremos somente com aquilo que é nosso (pois quando controlamos os outros acabamos ficando com alguma carga energética deles) e com nossos recursos internos. Isto nos trará um grande alivio, apesar do medo de termos perdido o controle. Mas neste momento, conseguiremos estar mais entregues ao nosso Eu Real, permitindo que ele passe a comandar a nossa vida. Com esta atitude, naturalmente, a segurança e a confiança, na própria Vida e em Deus, acontecerá.”
            Na entrega confiante, libertos do gasto desnecessário de energia pelo controle que exercíamos, nos sentiremos cada vez mais leves e equilibrados. Isto criará uma sensação de energias positivas de alto nível conseqüentemente, esta atrairá vibrações similares e positivas que nos trará situações, pessoas e condições que serão extremamente favoráveis a nós. 
        
Conclusão disso: quanto mais controlamos, mais perdemos. Quanto mais libertamos e confiamos, mais recebemos. O dar e receber tão citado em textos religiosos. 

Moral da história: quanto mais tentamos estar no controle, menos ganhamos Quanto mais libertamos e confiamos, mais recebemos. 
                                                                                                                                             (*)Teresa Cristina Pascotto
Texto: Simone Auxiliadora
Revisado por Luiz de Assis